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Pode-se crer na mentira, falar mentira e praticar a mentira.
É o engano em seus diferentes aspectos; nocivo ao ser humano e ofensa grave diante de Deus.*
O diabo é o pai da mentira e a mentira é um instrumento diabólico que o homem usa para sua própria perdição.
O mais triste é que o homem ama a mentira, não ama a verdade pois ele é mau por natureza.**
*{João 8:44} - **{Romanos 1:25; Apocalipse 22:15}
× Íntimo Impessoal versão Somnolence ×
You lie to yourself but you do it so well, that when you speak the truth you no longer can tell. The difference is slim between truth and forswear, but it means everything when you don’t know it’s there. You spout out the truth when you hang with your friends, but when you’re alone, the honesty ends. Your mind races through every single solution... It can’t seem to grasp onto one resolution. So you tell it to rest and fall into a dream, where concepts are simple; things are what they seem. This is what you do best, pretending to be free, to life and its grip and its reality.
Foi pra longe, como sempre faz. Além da colina cercada por bolotas de algodão bem alvo como num filme que passa na Sessão da Tarde. Sorriu, mas não se viu sorrindo, só sentia que seus lábios se abriam de forma que mostrasse todos os dentes, e no sonho do sono, adormeceu entre as nuvens com uma respiração profunda. E esse, e ela sabia, era o estado em que a gente pensa que "apagou", só que na verdade, nossa alma desprende-se do corpo em busca dos outros seres vagantes...
... e cantamos, dançamos, conversamos futilidades, fazemos novos amigos, discutimos assuntos importantes, falamos outras línguas, aprendemos com os mais sábios... enfim, nos divertimos e em poucas horas, voltamos novamente para o nosso corpo.
E despertou, lembrando-se apenas daquelas nuvens que flutuavam no topo da montanha. Nem passava pela sua cabeça que havia corrido o mundo com tantas outras pessoas que nem ao menos conhecia.
E eles existem.
Me peguei em um dia de tédio total, sem nadinha pra fazer num sábado à tarde, depois de enfrentar duas horas de viagem, uma de ida e outra de volta, ao meu curso de computação gráfica lá no centro da cidade. Cheguei em casa, brinquei com o meu pet, almocei, perturbei meu irmão, lavei os pratos, tomei banho (não necessariamente nessa ordem) e sentei frente ao computador. E aí, parei.Parei porque não sabia o que eu ia fazer naquela máquina. Normalmente teriam várias coisas que eu gostaria de fazer como, por exemplo, brincar um pouco no Photoshop. Isso me lembra que Jack Black (e esse é o nome do meu computador) andava lerdo demais e o programa do Adobe travava sempre que ele, Jack, estava de TPM, o que me fez desistir. Eu poderia assistir a alguma série, mas logo me lembrei de que não havia feito download de nenhuma e se fosse fazer agora demoraria séculos, graças à porcaria da minha internet. Restou para mim o MSN, famoso programa de comunicação instantânea para tímidos e desocupados, mas eu já estava de saco cheio de conversar com pessoas.
É em momentos como esse que eu gostaria de saber a linguagem das máquinas, coisas simples baseadas em seqüências de 1 e 0 ou x e y. Fácil, fácil como na série Kyle XY. E esse detalhe me fez lembrar de um bate-papo que eu tive com uma amiga minha há pouco tempo atrás, em que ela me informou, preocupada como toda boa amiga, que eu era muito anti-social e, se não era, eu andava muito nessa vibe de exclusão. Ora, não era culpa minha se tudo ao meu redor tinha a mesma cara de sempre; não havia nada que me motivasse, nenhuma conversa que me interessasse. Eram sempre problemas com os trabalhos da faculdade, problemas em casa e afazeres no estágio. Eu sempre estava rodeada pelas mesmas pessoas e pelas mesmas conversar chatas... Então PAM!, foi aí que eu tive um insight e resolvi começar a me comunicar, arranjar outras pessoas para conversar. Poxa! Afinal eu faço comunicação social na faculdade, nada mais justo e ainda tenho a satisfação de dinheiro bem gasto. Mas e o tempo, cadê? (E não estou me referindo ao site de busca).
Olhando pra Jack e pra lerdeza que ele emanava, dei um reset lindo na CPU e com ele recebi uma descarga elétrica, claro, de mentirinha. Afinal o que eu tive foi uma idéia: me jogar em sites de relacionamentos. Bom, além de ser prático, não exigia muito tempo e poderia ocupar meu sábado à tarde. Fora a facilidade que era tamanha, já que sempre quando eu acessava meu navegador, encontrava várias opções de sites como esse. Eu já possuía o Orkut, que sinceramente me irritava bastante. Principalmente quando certas pessoas que queriam fugir do MSN utilizavam o Orkut como ferramenta para bate-papo, o que é uma falta de senso lógico. Está claro que aquela janelinha branca que o site oferece é para escrever recados, certo? Recados, people! (<- Insira aqui uma pessoa morrendo por atenção). Mesmo eu comentando, tenho amigos que insistem em utilizar o Orkut como “MSN via página de recados”, e quando eu me irrito com isso, ainda vem me chamar de anti-social ou hiper-organizada, putz! Até no Orkut! Só porque eu não admito ter mais que um número fixo de amigos ou exatamente seis comunidades. Tudo que faço é baseado numa lógica, ter 80 amigos é melhor do que ter 81, pois numero quebrado é bizarro. Enquanto as exatas seis comunidades são pelo fato de que o Orkut só deixa aparecer na página inicial as seis primeiras comunidades do usuário. Mas vê se alguém me entende? Tudo bem, respiro fundo e tolero, tenho minhas convicções de que serei uma boa comunicadora em breve, na rede ou fora dela.
Pois bem, depois que Jack voltou a funcionar, agora um pouco melhor, comecei a procurar outros sites desse tipo e de cara achei o Twitter. Uma graça, diga-se de passagem... Com aquele passarinho tosco e irritante como logo do site, mas tudo bem. Eu precisava me abrir para novos horizontes, essa era a intenção, ou pelo menos eu achava que era. Fiz a conta no Twitter e de cara percebi que não tinha a opção de idioma em português. Tudo bem, assim era bom que eu até exercitava meus três anos de inglês em um curso que nem me lembro o nome, pois as outras opções que tinha era Chinês, mas meu mandarim andava meio tuberculoso (ou em coma) e o Espanhol era muito arriscado usar em tempos de H1N1 (para mais informações, pergunte aos hermanos mexicanos).
O problema veio depois: desvendar os mistérios do Twitter, ou seja, mas pra que merda serve isso? Fiz a pesquisa básica (lê-se: fui ao Google) e consegui captar a mensagem que o site de relacionamento queria passar. Tudo girava em torno da pergunta “O que você está fazendo agora?”. E fim de papo. As pessoas postam aquilo que estão fazendo. É meio tosco, é verdade, afinal você sempre estará digitando no teclado do computador, quando for postar algo que estava fazendo, de forma que a pergunta deveria ser “O que você estava fazendo um segundo atrás?”. Mas, como eu tenho que deixar minha anti-socialidade de lado, aderi ao movimento do passarinho irritante azul.
Não deu muito certo, apesar de eu bater papo (sim, o Twitter abre essa possibilidade) com pessoas como Danilo Gentili, Marcelo Taz, Oscar Filho (integrantes do programa CQC) e até com o guitarrista da banda norte-americana Avengend Sevenfold, Zacky Vengeance, não fiz amigos no Twitter. Ou, pelo menos, pessoas com quem pudesse ter uma conversa duradoura. Porém conheci personagens, ou seja, criaturas dignas de estudos científicos, como O Criador ou, para os mais íntimos, o próprio Deus. Ele possui as quotes mais interessantes que eu já vi como, por exemplo, “Andar sobre as águas é moleza, quero ver Jesus caminhar com um salto de 15 cm” ou “Quer uma luz, filho? Saia, pelo menos por cinco minutos, da frente do computador que verás o Sol” ou ainda “Para pecado não há Crtl+Z, mas, caso se arrependa verdadeiramente, Eu disponibilizo um Ctrl+S”. O cara ainda dispõe de um SAC Divino onde as pessoas postam suas duvidas, reclamações e sugestões como em qualquer SAC. O incrível não é ele responder as questões e sim as pessoas postarem e, pasme, ele já possui mais de seis capítulos de perguntas atendidas, agora olha pra mim e me chama de autista.
Então... Mantive o Twitter, porém tentei outros sites. Já tinha um Blog, mas ele não abre tanto espaço para amizades, ainda mais quando não é muito divulgado. Então fiz um Polyvore, que funciona como um álbum de recortes, e que também não me ajudou no meu objetivo. Tentei o Youtube, mas não tinha vídeos próprios pra postar, de forma que ninguém veria nada de minha autoria, o que complicaria a parte da “comunicação”, certo?. Tentei também o Digg, mas não me adaptei. Até hoje não sei para que diabos aquilo funciona. O Fotolog eu já possuía, mas não sou de pôr fotos minhas na rede, e fotos alheias têm direitos autorais. Muito problemático. O Fanfiction, site onde podemos postar nossas histórias (as chamadas fanfics), baseadas em animes, mangás, TV, filmes etc., ou até histórias próprias, me conquistou há muito tempo. Lembro-me de fanfics minhas que receberam mais de cem comentários, mas meu tempo é curto hoje em dia (e essa será minha eterna desculpa). Eu me descobri mesmo foi no My Space.
O My Space é sensacional, aprovado pela A.T.S.N.1: Anti-social Tentando se Socializar Número 1, vulgo eu. É tipo um site, só que mais vivo. Você tem a parte pessoal, têm suas fotos, suas notícias, seu blog, seus amigos e inimigos (para sua saúde mental, dê preferência aos amigos), os comentários, seus suportes, seu player de música. Ou seja, na tradução literal: Seu Espaço. Ele é uma junção de tudo que já experimentei. E o melhor: com ele eu realmente fiz “amiguinhos”, provando que eu também sou gente, tenho alma e coração apesar de não demonstrar. Essas pessoas que conheci gostam das mesmas coisas que eu e até de outras que eu nunca pensei em experimentar. É claro que de vez em quando aparecia um tarado, mas eu ignorava. Conheci também bandinhas que ainda não se destacaram no cenário musical, mas que têm grandes chances de estourarem por aí. Sem duvida o My Space foi o site de relacionamento mais divertido – sem a intenção de fazer propaganda, pois eu não ganho nada com isso. No entanto, tornou minhas tardes de sábado mais “produtivas” (entre aspas, por favor).
Eu sei que isso não me torna menos anti-social, afinal estou interagindo superficialmente com pessoas que não conheço direito. Mas, pelo menos, posso me considerar uma pessoa comunicativa, já que com tantos sites de relacionamentos (e eu fiz questão de pôr o link de todos no meu Orkut, fica a dica) eu sou a pessoa mais apta a dizer que conhece gente de todo canto do mundo. O problema agora é que passo mais tempo com meus “amiguinhos” virtuais do que com aquela minha amiga (lembra da dita cuja?) que me chamou de anti-social. Ontem mesmo achei um novo site desses de nome Tumblr. Estou contando os dedos para o próximo sábado, quando criarei minha conta e ele se tornará mais um site para minha coleção. Podem me chamar de aficionada por sites de relacionamentos agora, mas eu sinto falta mesmo é do meu bom e velho role play game, pena que a minha mãe acreditou na reportagem da TV Globo, muito prestativa, diga-se de passagem, espalhando por aí que RPG é jogo de adolescentes perturbados, maníacos depressivos e assassinos em potencial. Acho tão lindo isso (<- insira ironia aqui).
PS: Esse texto teve uma das melhores correções gramaticais do Brasil. Obrigada, Puto.
É também uma cidade de anônimos, personagens, profissões estranhas e dos esquecidos.
Em New York, a loja de lingerie Fifth Avenue fica na Madison Avenue; a Madison Pet Shop fica na Lexington Avenue; a floricultura Park Avenue fica na Madison Avenue, e a lavanderia Lexingotn fica na Third Avenue.
...New York é uma cidade de constante movimento seja em Manhattan ou na ponte do Brooklyn, na sede da Organização das Nações Unidas ou na Estátua da Liberdade e, claro, no tão iluminado Times Square: New York é viva.
É também uma cidade de lendas, de grandes tragédias e movimentos políticos; de raças e centros urbanos subdivididos. De ruas paralelas, jornais importantes, bibliotecas gigantescas, arquiteturas fascinantes, altas e baixas bolsa de valores... Enfim, para cada um New York inspira alguma coisa e para mim essa cidade é o meu sinal de promessa.
Dia 18 de Dezembro de 2010, voando de uma cidade ensolarada do nordeste do Brasil diretamente para o frio congelantemente agradável de New York. Primas, corações apertados, suspiros, nervossimo, vontade de chorar e rir ao mesmo tempo. Tempos agradáveis, situações engraçadas, pessoas interessantes, novidades, novos sentimentos, mais risos, dificuldades superadas, problemas com a lingua, muita saudade, vontade de voltar, pouco tempo pra ficar, tantas coisas para ver, outras mais para fazer, solitude enevoada, bares agitados, drinks com gelo colorido, dores nos pés, desentendimentos rápidos, mapas amassados, bagagens lotadas, pouca grana, a lot of snow, ruas movimentadas, ligações perdidas... Passáros sobrevoando o concreto, dever comprido, sonho realizado, promessa paga.
"...Essa roda girando, girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? Estar fora da roda é não segurar nenhuma, não querer nada. Feito eu: não seguro picas, não quero ninguém. Nem você. Quero não, boy. Se eu quiser, posso ter.
Afinal , trata-se apenas de um cheque a menos no talão, mais barato que um par de sapatos. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar. Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro O Verdadeiro Amor. Cuidado comigo: um dia encontro.
Só por ele, por esse que ainda não veio, te deixo essa grana agora, precisa troco não, pego a minha bolsa e dou o fora já. Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas, envenenam a si próprias com loucas fantasias. Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem.
Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro.
Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada."
*Texto de Caio Fernando Abreu.
O desejava, e como não? Em suas mais loucas fantasias ele a possuía apenas pela vontade de tê-la só sua. E isso, não era só apenas mais uma fantasia.
Parado ao alcance de seus olhos, mas longe de suas mãos tremulas, estava o objeto de seu desejo. Ele a torturava apenas por estar ali, sentando relaxadamente em um sofá em formato de "L" de couro com tom avermelhado. Não ousava ao menos levantar o olhar para quem sabe nota-la parada feito uma tonta apaixonada. Mal se mexia, suas pernas longas cobertas por um tecido preto estavam alongadas pela extensão do sofá, como disse antes, completamente relaxado. Os olhos puxados e de cílios muito negros piscavam inconscientemente para o nada, apesar de na sua frente haver uma movimentação grande de pessoas sendo atendidas na recepção do hotel. Ela sabia que ele não esperava ninguém, estava ali apenas pela vontade de estar. E como chamava atenção... Não era a única a observar sua beleza exótica ou admirar aqueles orbes em tom amora/avermelhado. Causava um certo medo para as mais experientes, mas para as mocinhas e raparigas ali presentes era como um convite ao pecado aonde se entregariam sem reclamar. E ele nem ao menos ligava, continuava a ver sem enxergar. Não era possível que alguém como ele, e ela o conhecia muito bem, não reparasse que estava ali sendo alvo de suspiros. Ele não era do tipo que gostava de chamar atenção, então o que ele queria? Que ela tomasse uma atitude fronte a toda essa provocação? Como faria algo dessa magnitude, se ao seu redor mulheres mais interessantes e classicamente bonitas eram, na sua opinião, melhores que a morena, miope e adpeta do tamanho 42 que ela era? Suspirou revirando os olhos... Como o odivava agora... E como o desejava.
Movimentou-se lentamente, colocando um dos braços atrás da cabeça e encostando o tronco do corpo no sofá, o olhar demorou-se no teto alto da recepção do hotel e depois se fechou. Ele iria dormir ali? Perguntava-se a tola a poucos metros do seu desejo. Ao redor, algumas garotas um pouco mais corajosas ensaivam um plano para chegar mais perto do rapaz o que fazia a pobre menina ruborizar de raiva. Não era de sentir ciumes, mas ele deixar-se mostrar dessa forma para outras a irritava profundamente, afinal ele era seu objeto de desejo, e não dividiria com nenhuma outra qualquerzinha.
Suspirou novamente, alto para chamar atenção, porém ninguém lhe percebeu ali, sentanda na escadaria vestindo sua velha calça surrada e um moleton preto customizado pela suas próprias mãos. Retirou os oculos para limpa-los enquanto pensava no que fazer a respeito dessa situação, mas acabou se perdendo no meio do caminho ao notar que ele a encarava agora, mas não era possivel... voltou a por os oculos, de longe nada enxergava sem eles, e notou que seu vislumbre foi apenas sua imaginação brincando com os sentimentos dela. Porém poderia jurar que havia visto algo avermelhado no rosto do rapaz, mas ele continuava com os olhos fechados. Talvez, e ela insistia em pensar, ele tivesse aberto os olhos no momento em que ela retirou seus oculos ou segundos depois que os limpou... e assim ela continuou, desejando ser notada por alguns segundos.
Voltou a observa-lo, entre todas era única que o deseja daquela forma: completo. Sabia de cada detalhe da sua vida, de seus mais secretos segredos, dos seus defeitos claros e obscuros, e das verdades que ele seguia. Sabia do modo como levava a vida, conhecia os poucos amigos que ele tinha, os mandamentos que seguia e até o lobo que ele tinha como animal de estimação. Sabia tudo dele, não tinha mais o que pesquisar ou se informar a respeito. Estava tão certa dessa afirmação que poderia escrever um livro sobre ele onde, e ela até já sabia, dariam exatamente sete partes. Então, porque não levantava dali, laçava-o e o levava para longe daqueles olhares curiosos e desejosos que ele não se importava em receber? "Ah...". Foi quando lembrou-se do porque.
Insistia naquela briga desde ontem a noite. Mas era verdade, ele passava dos limites quando o assunto era a vida dela. Ele tinha que compreender, e isso ela que achava, que ela precisava de espaço, não que ela não gostasse da proteção dos braços longos e fortes dele ao redor do seu corpo, é só que nem sempre o teria por perto, por isso precisava aprender a se virar, como sempre fazia antes de conhece-lo aos treze anos de idade. E isso a fez lembrar de que essa frase foi o que deu inicio a briga. "Nem sempre o teria por perto" era algo que ele não admitia. "Nem sempre estar com ela" não existia. "Nem sempre tê-la em seus braços" era a morte.
E era, é, e seria... Sempre foi.
Dessarumou com as mãos os cabelos castanho escuros e deu seu ultimo suspiro, dessa vez de derrota. Costumava a vencer tudo que se dispunha a disputar, mas quando o assunto era ele, ficava as cegas, mesmo sabendo tudo sobre o maldito amado... Talvez não soubesse tudo afinal. Levantou, mostrando como era alta e que, apesar de todo o jeito sem graça e meio nerd, tinha uma beleza diferenciada. Se preparou para subir as escadas de volta para seu quarto, dando uma ultima olhada na cena que deixaria para trás, pelo menos nas proximas horas, e depois pôs-se a subir, desaparecendo no momento exato em que ele havia levantado do sofá, pego as chaves da moto no bolso da çalça e vestido seu sobretudo negro. Quando ela não estava mais ali, nada mais importava.
"Você, você pertence a mim agora. / Você não anda solta por ai agora. / Quando aquelas garotas começam a se pendurar e falar em volta de mim, / Escute com seu coração e você não escutará o som. / Só pare, pois eu realmente amo você! / Pare, eu estou pensando em você. / Olhe para o meu coração e permita que o amor nos mantenha juntos."
Nickelback
Eu não sou miserável, eu estou miserável.
É, não. E eu com isso? Cansei. Cansei de tentar ser o melhor pelos outros, cansei de tentar ser a boa amiga e filha, cansei de ter meus sonhos destroçados pelos outros, cansei de ter que correr atrás de pessoas que não me aceitam como eu sou, eu simplesmente não aguento mais opiniões alheias, discussões bobas, indiretas e ironias, falar da minha vida pra pessoas que não me aceitam como eu sou porque acham isso e aquilo e eu não deveria ser ou fazer daquela maneira porque isso pode dar naquele problema, ahhh vai cuidar da sua vida! Tá feliz? Parabéns, escreva um livro. Eu não preciso que me aceitem mais, basta eu mesma, basta o que eu sinto, basta o pouco que eu tenho, porque eu sei que um dia eu vou voltar a sorrir daquele jeito, lembra? Bem daquele jeito. Sim, você não lembra, porque você nunca viu esse meu sorriso, eu escondi ele, guardei bem fundo, pois sabia que quando ele voltasse seria um brilho tão intenso que ofuscaria completamente toda a mediocridade ao meu redor. É esse sorriso que eu busco, para mim e mais ninguém.
Sim, eu vou continuar. Sim, eu dou valor. Sim, eu vou vencer. Sim, do meu jeito. Sim, com minhas próprias mãos. Sim, é isso que eu quero. Interpretação é uma coisa engraçada. Cada um faz do jeito que quer.
Vou bater no peito e gritar se for preciso "Sou egoísta!", sou sim! E daí o que vocês acham? E daí o que vocês pensam? Eu passei muito tempo precisando de aprovação, esperando uma resposta, pois muito bem, agora eu vou sentar a bunda na cadeira e escrever a minha própria resposta, por em prática aquelas minhas regras que eu havia largado de lado, por que? Pelo bem alheio! E eu nem acreditava que eu me considerava egoísta. Mas agora assim, eu quero exercitar e por em prática e se doer em vocês olha bem pra minha cara e vê se eu to ligando? Infantil? Boba? Infeliz? Reprimida? Tola? O que mais? O que mais vocês pensam? Continuem pensando, alimentem a minha tese, ela já está quase pronta, devo tudo isso a vocês, meus bons e sempre lembrados amigos.
"Chuva, chuva vá embora /Volte outro dia. /Todo mundo está esperando pelo sol."
Breaking Benjamin


